O AI Festival 2026, promovido pela StartSe, consolidou-se como o principal encontro brasileiro dedicado ao impacto real da inteligência artificial nos negócios. Realizado nos dias 13 e 14 de maio no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo, o festival reuniu mais de 4.000 participantes entre líderes, especialistas e empresas globais, e contou com mais de 60 horas de conteúdo distribuídas em mais de 48 workshops e sessões simultâneas.
Nomes como Anthropic, Google DeepMind, Microsoft, Oracle, IBM e Harvard University marcaram presença, reforçando o posicionamento do AI Festival como janela privilegiada para o que há de mais avançado na fronteira global da inteligência artificial aplicada aos negócios.
A Era dos Agentes: A Mensagem Central do Festival
Se em 2025 o foco foi o letramento básico em IA, o AI Festival 2026 marcou uma virada definitiva: a transição da IA como ferramenta para a IA como infraestrutura. Os debates deixaram o campo conceitual e mergulharam em aplicações reais — agentes autônomos já em operação, empresas sendo lideradas por “especialistas 10X em IA” e processos críticos sendo reduzidos em 90% a 95% do tempo de execução.
Henrique Savelli, Arquiteto de IA da Anthropic, trouxe um dado que ecoou pelo auditório: 90% de todo o código da Anthropic já é produzido por IA, incluindo o próprio Claude Code, integralmente escrito por agentes. Seu recado ao Brasil foi direto: a América Latina não tem playbook pronto, e quem experimentar primeiro vai liderar.
As Principais Vozes do Festival
Piero Franceschi | CEO da StartSe
“Estamos vivendo a década mais decisiva da nossa história. A IA já faz parte do presente e agora precisamos decidir que tipo de futuro vamos construir com ela.”
Franceschi também provocou sobre os riscos do uso acrítico da tecnologia: o maior perigo não é a substituição de empregos, mas a atrofia das capacidades humanas essenciais — presença, propósito e coragem — se a direção estratégica da tecnologia for negligenciada.
Justin Liu — Cofundador da Genspark
Liu apresentou agentes autônomos com memória durável, capazes de operar por dias, aprender continuamente e que já movimentam uma empresa com US$ 250 milhões de receita anualizada e valuation de US$ 1,6 bilhão após pouco mais de um ano de existência. Sua tese: empresas serão lideradas por especialistas que comandam times de agentes, não por quem executa tarefas.
Peter Danenberg — Google DeepMind
O engenheiro sênior do Google DeepMind expôs a “inversão de controle”: o momento em que as pessoas passam a trabalhar para os algoritmos em vez de comandá-los. Em 48 horas e US$ 5 mil, construiu uma stack capaz de automatizar impostos, investimentos e organização pessoal, processos antes distribuídos ao longo de meses.
Paul F. Accornero — Harvard University
Keynote do segundo dia, Accornero apresentou o conceito de “shopper schism”: a ruptura entre o consumidor humano e o comprador algorítmico. Com base em estudos nos EUA, Reino Unido e Brasil, mostrou que mais de 30% dos brasileiros já delegam decisões de compra para agentes, gerando uma inversão competitiva em que o valor migra do marketing para operações, dados e precisão técnica.
Priscyla Laham — Presidente da Microsoft Brasil
Laham reforçou que a transformação da IA é, essencialmente, humana, e anunciou que a Microsoft chegará a 5 milhões de brasileiros treinados até 2027, fortalecendo o país como economia de fronteira na nova era digital.
O Brasil no Centro do Tabuleiro
Uma das percepções mais marcantes do AI Festival 2026 foi o reconhecimento do Brasil como protagonista ativo (e não apenas espectador) da revolução da IA. Cristiano Kruel, CIO da StartSe, destacou que o Brasil está entre os poucos países onde a IA já é usada majoritariamente para negócios: “Temos a chance de liderar essa nova economia se desenvolvermos coragem e maturidade para experimentar rápido”.
O festival também evidenciou que o ciclo agora envolve planejamento, decisão e revisão humana, enquanto os agentes executam subtarefas e distribuem demandas pelos departamentos. O profissional deixa de ser executor de tarefas repetitivas para se tornar um orquestrador de inteligências.
A Infotec Brasil Esteve Lá
A Infotec Brasil marcou presença no AI Festival 2026 com uma delegação de líderes: Pedro Ghiatã (CEO), Alexandre Gonçalves (Diretor de Transformação Digital) e Alexandre Magno (Engenheiro de IA) estiveram nos dois dias do festival, absorvendo conteúdo e construindo conexões. Essa participação reflete uma convicção da Infotec Brasil: a inteligência artificial não é tendência futura, é uma realidade operacional que exige posicionamento agora. Estar na fronteira do debate é parte do compromisso da empresa com a inovação aplicada em ambientes de alta exigência.
A Infotec Brasil Esteve Lá
O AI Festival 2026 deixou aprendizados concretos que dialogam diretamente com os desafios do setor de energia e operações industriais:
- Agentes autônomos já são realidade operacional, não ficção científica — empresas líderes estão reduzindo drasticamente o tempo de processos críticos.
- A barreira para adoção de IA não é técnica, mas cultural — organizações que superarem o medo de experimentar sairão na frente
- A decisão humana se torna mais estratégica, não menos relevante — o profissional do futuro orquestra agentes, não executa tarefas.
- O consumo e a operação mediados por algoritmos chegaram — empresas que não adaptarem seus modelos perderão relevância no novo mercado.
- O Brasil tem janela de oportunidade real: está entre os países que mais adotam IA para negócios, e quem agir rápido lidera.
A Visão da Infotec Brasil
"A IA na operação industrial já está acontecendo. Estar no AI Festival é estar conectado ao que está moldando o presente, não apenas o futuro. Levamos aprendizados que reforçam nossa convicção: quem une visão estratégica com execução inteligente está construindo a vantagem competitiva do próximo ciclo."
Pedro Ghiatã | CEO Infotec Brasil
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