Segurança do trabalho em altura: O que você precisa saber

Segurança do trabalho em altura: O que você precisa saber

Trabalhos em altura são atividades que causam muitos acidentes no meio corporativo. Por isso, se a sua empresa lida com esse tipo de serviço, é extremamente importante se informar acerca de como funciona a segurança do trabalho em altura. Sendo assim, separamos esse artigo para explicar que tipo de atividades são englobadas por esse conceito. Além disso, vamos falar sobre quais são as formas de torná-las mais seguras para os trabalhadores que as exercem. Para saber mais, continue com a leitura!

Segurança do trabalho em altura: O que você precisa saber
Fonte: ShutterStock.

O que define esse tipo de atividade

A legislação brasileira contém uma definição muito específica do que é um trabalho em altura. Essa definição está na norma reguladora 35. Ela determina que o trabalho em altura é qualquer atividade que for exercida em uma altura acima de 2 metros, onde pode haver risco de queda.

A mesma norma também determina que é responsabilidade do empregador:

  • Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas no documento;
  • Garantir a realização da Análise de Risco (AR) e da emissão da Permissão de Trabalho (PT), quando for aplicável;
  • Desenvolver um procedimento operacional para as atividades de trabalho em altura;
  • Garantir aos funcionários informações atualizadas sobre as medidas de controle e os riscos envolvidos nas atividades;
  • Realizar uma avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura;
  • Assegurar que qualquer trabalho em altura só tenha início depois de adotadas as medidas de proteção devidas;
  • Tomar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção pelas empresas contratadas.

Sendo assim, assim como em qualquer outro tipo de ambiente de trabalho, o trabalho em altura requer que o empregador tome diversas atitudes para criar um local de trabalho seguro para o trabalhador.

Entenda como é possível garantir a segurança do trabalho em altura

Não é difícil imaginar quais são os riscos que o trabalho em altura apresenta para os funcionários que o exercem. Afinal, ao trabalhar em uma altura acima de 2 metros com a possibilidade de risco de queda, muitos acidentes podem ocorrer. Como consequência, sequelas graves e até vitalícias podem ser geradas para o trabalhador.

Diante disso, surge a pergunta: Como é possível garantir a segurança do trabalho em altura? Felizmente, existem algumas medidas que podem tornar essa tarefa mais fácil. A seguir, vamos falar um pouco sobre cada uma delas.

Faça uma análise preliminar do local

A análise preliminar do local de trabalho é crucial para determinar os riscos das atividades que serão realizadas com mais precisão. Com ela, é possível estabelecer desde o princípio medidas para controlar e até eliminar esses riscos. E, dessa forma, diminuir as chances de acidentes.

Treine seus funcionários

É parte da responsabilidade do empregador providenciar um treinamento adequado para funcionários que exercerão atividades de trabalho em altura. Durante esse treinamento, os trabalhadores devem ser familiarizados com as medidas de proteção que podem ajudá-los, bem como o funcionamento de equipamentos de proteção que deverão utilizar durante o serviço.

Registre o treinamento

A norma reguladora 35 determina que o treinamento oferecido para o trabalho em altura deve ser registrado pela empresa. Isso inclui a produção de um relatório da programação e do conteúdo do treinamento, uma lista de presença com os nomes de quem participou nele e certificados para os participantes.

Invista na segurança do trabalho da sua empresa

A segurança do trabalho em altura é, como você já sabe, um elemento crucial para a criação de um ambiente de trabalho produtivo e seguro. Por isso, para garantir a integridade e a eficiência desse procedimento na sua empresa, é uma boa ideia contar com a ajuda de uma companhia especialista no assunto, como a Infotec Brasil. Visite o site da empresa para obter mais informações.

Saiba Mais!

O fator humano na gestão de segurança

Ao gerir os processos de uma empresa, o natural é buscar sempre a excelência operacional, ou seja, o máximo de eficiência possível nas operações. Mas qual é esse máximo? Apesar de novas tecnologias e regulamentos restritos, acidentes de trabalho continuam acontecendo. Para compreender isso, é essencial entender o fator humano na gestão de segurança.

O fator humano na gestão de segurança
Fonte: Freepik

O que é o fator humano

Quando fala-se de fator humano na gestão de segurança, o fenômeno abordado é a capacidade de falha inerente na humanidade. Como seres humanos, todos estamos sujeitos a erros. No entanto, no contexto de um ambiente de trabalho, um erro pode causar um acidente altamente prejudicial e perigoso.

Mas um erro proveniente do fator humano não é necessariamente um erro que vem de um único indivíduo. Afinal, todos os processos da gestão de segurança são administrados por humanos. Por isso, ao analisar o fator humano de um processo, é preciso entender o contexto social e cultural no qual ele se insere. É necessário ir além do comportamento de um indivíduo e analisar a cultura de trabalho do local.

Somente assim é possível compreender os elementos que influenciam esses fatores e que podem causar graves acidentes. Trata-se, então, da necessidade de uma visão completa para cuidar das causas de um problema e prevenir problemas futuros.

As particularidades do fator humano na gestão de segurança

O comportamento humano nem sempre é inteiramente racional. Em seu livro “Comportamento Seguro: A Psicologia da Segurança do Trabalho e a educação para prevenção de doenças e acidentes”, a autora Juliana Bley afirma que o comportamento humano pode ser definido como uma relação dinâmica. Essa relação é composta por três perspectivas: primeiro, o que acontece antes da ação desse organismo (ou junto com ela); a ação em si e o fazer; e, por fim, o que acontece depois, como resultado da ação. Ou seja, o comportamento existe a partir de relações que se estabelecem entre o organismo em questão e o seu meio (no caso, o indivíduo e o ambiente e a cultura de trabalho).

Por conta disso, a segurança não pode buscar uma aplicação de práticas inteiramente baseadas na lógica. Apenas isso não basta para influenciar o comportamento humano. É necessário, então, buscar práticas de segurança que possam lidar com as emoções e os instintos do indivíduo, para assim minimizar riscos de acidentes.

Essas práticas fazem parte da psicologia da segurança do trabalho, definida por J. L. Meliá em 1999. Esse campo busca compreender as bases intuitivas do fator humano para poder geri-lo em busca da segurança.

Formas de modificar um comportamento de risco

Os estudiosos T. Dell e J. Berkhout conduziram um estudo que demonstra que a probabilidade de lesões e acidentes é 88% maior em atividades e trabalhos percebidos como “seguros” do que funções reconhecidas como perigosas. Isso sugere que o reconhecimento dos riscos é uma forma de controlar um excesso de confiança que pode ser perigoso para o trabalhador.

Além disso, podemos também citar a importância de atividades de simulação. Como o comportamento humano é muitas vezes intuitivo, firmar as práticas seguras através da repetição é uma forma de garantir atitudes adequadas em situações potencialmente perigosas. O hábito é um guia poderoso do comportamento instintivo.

Diante de tudo isso, é possível compreender a importância de levar em conta o fator humano na gestão de segurança. E, para isso, a melhor opção é uma empresa que tenha experiência no mercado, como a Infotec Brasil. Com mais de cinco filiais em todo o país e contando com 2000 colaboradores, a empresa atua em projetos de grande porte sempre buscando a segurança e a excelência operacional. Para saber mais, veja o nosso site.

Saiba Mais!