Como Transformar Operações de Mineração: 5 Pilares de Eficiência, ESG e Inovação

A mineração vive uma mudança estrutural. Deixou de ser apenas sinônimo de extração para se tornar parte central da transição energética, da segurança das cadeias globais e da agenda de sustentabilidade. Nesse novo contexto, empresas que operam com eficiência, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental assumem protagonismo.

O Brasil tem papel estratégico por sua relevância em minerais críticos e estratégicos, como lítio, cobalto, níquel, grafite e terras-raras, essenciais para baterias, veículos elétricos e tecnologias de energia limpa. Mas capturar esse potencial exige uma nova forma de pensar projetos, ativos, pessoas e relacionamentos com stakeholders.

A seguir você poderá conferir, os cinco pilares que vêm definindo a mineração do futuro — e como uma gestão profissional de engenharia, manutenção e logística torna essa transformação possível.

Baterias de Lítio

A mineração vive uma mudança estrutural. Deixou de ser apenas sinônimo de extração para se tornar parte central da transição energética, da segurança das cadeias globais e da agenda de sustentabilidade. Nesse novo contexto, empresas que operam com eficiência, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental assumem protagonismo.

O Brasil tem papel estratégico por sua relevância em minerais críticos e estratégicos, como lítio, cobalto, níquel, grafite e terras-raras, essenciais para baterias, veículos elétricos e tecnologias de energia limpa. Mas capturar esse potencial exige uma nova forma de pensar projetos, ativos, pessoas e relacionamentos com stakeholders.

A seguir você poderá conferir, os cinco pilares que vêm definindo a mineração do futuro — e como uma gestão profissional de engenharia, manutenção e logística torna essa transformação possível.

1. Eficiência Energética e Descarbonização: Do custo ao diferencial competitivo

Operações de mineração intensivas em energia, muitas vezes em regiões remotas, enfrentam um desafio duplo: garantir fornecimento estável e reduzir emissões de carbono ao mesmo tempo. Mercados internacionais, financiadores e cadeias globais de valor passaram a exigir comprovação de desempenho energético e de emissões, não apenas discurso.

O Ministério de Minas e Energia enfatizou que não se trata apenas de compliance ambiental, mas de segurança de cadeia produtiva e acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes em critérios ESG.

A infraestrutura energética é um gargalo crítico. Operações modernas demandam energia contínua, redes de distribuição confiáveis e tecnologias de baixo consumo simultaneamente.

Empresas que não investirem em eficiência energética e transição para fontes renováveis ficarão para trás.

 

A Infotec Brasil agrega valor às operações


Aqui, a gestão de ativos deixa de ser um tema restrito à área técnica e se torna alavanca de competitividade:​

  • Manutenção preditiva e preventiva em equipamentos críticos reduz paradas não planejadas e perdas energéticas por operação fora de especificação.​
  • Manutenção industrial integrada otimiza eficiência térmica, mecânica e elétrica, reduzindo consumo específico por tonelada produzida.​
  • Gestão de projetos de engenharia com foco em retrofit, eletrificação de equipamentos móveis e uso de motores de alto rendimento acelera metas de descarbonização.​

Quando integradas a uma visão de longo prazo, iniciativas como manutenção preventiva, manutenção preditiva e consultoria em gestão de projetos tornam-se prova concreta de eficiência energética e suportam estratégias de financiamento verde e ESG.

2. Rejeitos deixam de ser passivos para virar oportunidade

Resíduos e Insumos podem mudar o negócio


A mineração do futuro não se limita ao ciclo “extrair–beneficiar–descartar”. A lógica que ganha força é a mineração circular, em que rejeitos, subprodutos e resíduos passam a ser tratados como insumos para novas cadeias de valor.

Pesquisas coordenadas pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) demonstram viabilidade técnica de converter resíduos de mineração em remineralizadores de solo e insumos para cadeia de valor.

Rejeitos de Mineração
Rejeitos de Mineração passam a ser tratados como insumos para a novas cadeias de valor

Oportunidade para Gestão de Ativos e Supply Chain

Para tornar esse conceito viável em escala industrial, é necessário garantir confiabilidade operacional elevada nas plantas de reaproveitamento. É aqui que podemos ajudar nas seguintes frente de trabalho:

  • Planejamento e controle de manutenção de rotina (PCM) para garantir disponibilidade máxima.
  • Diagnóstico de gestão de ativos para identificar deficiências antes da implementação de novas linhas.
  • Soluções de supply chain para gerenciar inventários de matérias-primas secundárias e subprodutos.
  • Consultoria em engenharia de projetos para retrofit de equipamentos destinados à reciclagem.

Ao conectar manutenção preventiva, gestão de ativos e soluções de supply chain, a mineração circular deixa de ser apenas um conceito ESG e passa a compor o modelo de negócio, com impacto direto em margem e reputação.

3. Gestão de Ativos como Pilar de ESG e Governança

Nos grandes grupos de mineração, gestão de ativos já não é vista como simples sinônimo de manutenção. Ela passa a ser tratada como um componente da governança corporativa, integrando relatórios de sustentabilidade, indicadores de desempenho e comunicação com investidores e comunidades.

Indicadores como MTBF, MTTR, disponibilidade, confiabilidade (RAM) e backlog de manutenção alimentam diretamente agendas de ESG, segurança operacional e produtividade.

Empresas que dominam esse discurso ganham:

  • Certificações ISO 55000 e conformidade com frameworks ESG internacionais.
  • Melhor avaliação de agências de rating.
  • Confiança de comunidades e órgãos reguladores.
  • Acesso a financiamentos “verdes” em condições mais favoráveis.
Análise de Confiabilidade na Mineração
Monitoramento em tempo real de ativos críticos: a integração entre equipes técnicas e sistemas digitais garante operações mais seguras, eficientes e alinhadas a critérios ESG.

Não é apenas manutenção. É transformação de dados operacionais em ativo estratégico de governança.

4. Integração Tecnológica e Digitalização saindo da linha de frente e indo para o Board

A mineração inteligente se apoia cada vez mais em sensores, conectividade e análise de dados. Soluções baseadas em IoT, machine learning e analytics permitem monitorar ativos de forma remota, prever falhas, reduzir deslocamentos e aumentar a segurança nas áreas operacionais.

Essa jornada de digitalização passa por algumas frentes chave:

  • Uso de sensores inteligentes para monitorar vibração, temperatura, pressão e desempenho em tempo real.
  • Aplicação de algoritmos de machine learning para manutenção preditiva, detectando padrões de falha antes que cheguem ao campo.
  • Implementação de dashboards de gestão que conectam operação, engenharia, manutenção e logística, apoiando decisões com dados consistentes.
  • Estruturação de consultoria em engenharia e gestão de projetos para integrar novas tecnologias sem interromper a produção.

Hubs de inovação e parcerias com ecossistemas especializados, como o Infolab 8087 da Infotec Brasil, aceleram essa agenda ao trazer soluções testadas em outros segmentos intensivos em ativos (como óleo e gás e energia) para a realidade da mineração.

O resultado é uma operação mais segura, previsível e eficiente.

5. Parcerias Estratégicas no processo de Transição Energética

À medida que a transição energética avança, mineradoras revisitam profundamente seus critérios de contratação e relacionamento com fornecedores. O movimento é claro: abandonar fornecedores puramente transacionais e priorizar parceiros estratégicos capazes de contribuir para metas de eficiência, ESG e inovação.

Nesse contexto, prestadores de serviços que oferecem serviços gerenciados, consultoria em engenharia, manutenção industrial, execução de manutenção de rotina, planejamento de paradas e soluções de supply chain ganham relevância. Mais do que cumprir escopo, esses parceiros assumem responsabilidade pelo processo, conectando pessoas, processos e inovação para negócios.

Para mineradoras, o roadmap é claro:

Independentemente do porte ou estágio de maturidade de cada operação, alguns movimentos se tornam inevitáveis na mineração do futuro:​

  1. Auditar eficiência energética e oportunidades de descarbonização.
  2. Avaliar potencial de circularidade (rejeitos como insumos, reciclagem).
  3. Implementar gestão de ativos como pilar de ESG e rentabilidade.
  4. Digitalizar operações com monitoramento remoto e manutenção preditiva.
  5. Construir parcerias com fornecedores que façam diferença na transição.

Empresas que conectarem esses cinco pilares com disciplina, dados e visão de longo prazo estarão mais bem posicionadas para liderar a mineração do futuro com mais eficiência, segurança, transparência e alinhamento com a transição energética.

Daniel Pinho

Ano passado a Exposibram reforçou o que já vínhamos observando no mercado: a mineração responsável é mineração lucrativa. As operadoras que conseguirem integrar eficiência energética, circularidade, governança de ativos e inovação tecnológica sairão na frente. E nós, enquanto prestadores de serviço, precisamos deixar de ser fornecedores táticos para sermos parceiros estratégicos nessa transformação. A Infotec Brasil tem o DNA, a experiência e a disposição para estar ao lado de mineradoras nesse caminho. Estamos presentes, escutando, aprendendo, e prontos para contribuir com soluções integradas que tragam resultados tangíveis.

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