A inteligência artificial corporativa vive um momento de inflexão. Enquanto 68% das empresas brasileiras já utilizam IA em processos de RH e a adoção dessas tecnologias cresceu 221% em apenas um ano, uma questão estratégica emerge:
Até que ponto as plataformas genéricas atendem às reais necessidades de segurança, personalização e eficiência das organizações?
Para grandes corporações com milhares de colaboradores, a resposta é clara: a simples distribuição de licenças de ferramentas como ChatGPT apresenta desafios significativos de segurança da informação, custos operacionais e personalização de processos. É nesse contexto que empresas inovadoras estão optando por um caminho mais estratégico desenvolvendo plataformas proprietárias de inteligência artificial.
A Infotec Brasil não ficou fora dessa tendência e optou por criar sua própria solução que recebeu o nome de GHIA.
Lançada no início de 2025, a plataforma não apenas protege os dados da empresa, como também potencializa a produtividade de forma customizada para as necessidades dos nossos mais de 4 mil colaboradores.
Por que ter uma IAs Proprietárias é tão estratégico?
A decisão de desenvolver uma plataforma de IA internamente em vez de simplesmente contratar serviços de mercado foi motivada por dois pilares estratégicos: segurança da informação e gestão do conhecimento.
“Quando decidimos criar uma plataforma própria de inteligência artificial, fizemos uma escolha estratégica de proteger nossos dados e organizar nossas documentações em um ambiente seguro, para que a IA aprenda com a nossa realidade e gere conhecimento relevante para o nosso negócio.”
Alexandre Gonçalves | Diretor de Trasnformação Digital
O risco das plataformas públicas
Liberar acesso irrestrito a IAs externas para milhares de funcionários representaria não apenas um custo proibitivo, mas também um risco inaceitável de vazamento de dados sensíveis. Ao utilizar uma IA pública, um documento interno estratégico, procedimentos operacionais ou informações contratuais poderiam ser expostos, criando graves falhas de segurança.
“Hoje, quando a gente interage com o GHIA, tudo está seguro dentro da estrutura da Infotec”, garante Alexandre. A plataforma assegura que todos os arquivos e interações permaneçam em uma camada segura e controlada, onde o acesso é restrito e governado por regras rígidas, impedindo que informações de uma área sejam acessadas indevidamente por outra.
Personalização como diferencial competitivo
Além da segurança, a personalização é o grande diferencial das IAs proprietárias. A GHIA opera com o conceito de agentes (inteligências artificiais especializadas e treinadas para objetivos específicos de cada área de negócio).
“Não adianta a gente utilizar um agente de recursos humanos para a área financeira, por exemplo. Então, a gente trabalha a partir de um entendimento profundo de como a IA deveria funcionar para aquela área de negócio específica, no sentido de agilizar os processos e as atividades dele”, explica Alexandre.
Esses agentes funcionam como versões customizadas de modelos de linguagem, já com prompts pré-definidos para executar tarefas específicas, eliminando a necessidade de cada colaborador criar suas próprias instruções do zero. Isso democratiza o uso, tornando-a acessível até para profissionais sem conhecimento técnico em prompts ou comandos complexos.
A arquitetura inteligente: Roteamento de LLMs
Desenvolver uma plataforma proprietária não significa reinventar a roda e criar um modelo de linguagem (LLM) do zero para competir com gigantes como OpenAI ou Google. A inteligência da GHIA está na sua arquitetura de integração.
“A gente faz o roteamento das LLMs disponíveis no mercado”, revela Alexandre Gonçalves. Por trás de uma interface única e amigável, a plataforma seleciona dinamicamente o melhor modelo, seja o GPT, o Gemini ou outro, para responder a cada solicitação específica.
Vantagens do roteamento inteligente oferecem benefícios estratégicos:
- Eficiência técnica: O sistema escolhe a ferramenta mais adequada para cada tarefa, garantindo respostas de maior qualidade.
- Otimização de custos: A plataforma pode alternar entre modelos com base em performance e custo, maximizando o retorno sobre investimento.
- Experiência simplificada: O usuário não precisa mais se preocupar em escolher qual IA usar para cada trabalho, focando no que realmente importa: o resultado.
Caso de Uso: Revolucionando o Recrutamento com IA
Um dos exemplos mais impactantes da aplicação do GHIA está na área de Recursos Humanos.
Como uma empresa que possui mais de 4 mil funcionários atuando em setores estratégicos como óleo & gás, mineração e energia, a Infotec Brasil recebe dezenas de milhares de currículos.
O desafio:
O processo de triagem manual consumia um tempo precioso da equipe e estava suscetível a vieses humanos.
A transformação do processo seletivo:
“Todos os currículos que são enviados para a Infotec são analisados por IA”, revela Alexandre Gonçalves. A plataforma analisa os documentos e indica ao time de recrutamento os candidatos com maior aderência à vaga, em questão de minutos. Isso agilizou muito a nossa atividade interna. Hoje conseguimos contratar um profissional muito mais rápido do que antes.
Redução de Viés e Ganho de Velocidade
A tecnologia atua como um primeiro filtro inteligente, permitindo que a equipe de RH se concentre na análise refinada dos perfis mais promissores. Além do ganho de velocidade, a automação diminui o viés inconsciente, garantindo que nenhum talento seja descartado por cansaço ou pré-julgamentos. Este benefício é particularmente relevante em um contexto de escassez de mão de obra técnica qualificada. Os dados não mentem:
Em um mercado tão competitivo, a capacidade de identificar rapidamente os melhores candidatos se torna uma vantagem estratégica decisiva. A IA não resolve a escassez de profissionais, mas maximiza a eficiência na identificação e contratação dos talentos disponíveis.
Os desafios da implementação: Dados e Cultura
Implementar uma cultura de IA em larga escala não é uma tarefa simples. Alexandre Gonçalves destaca que o primeiro grande desafio é cultural: vencer a barreira do medo da substituição.
“É preciso convencer cada pessoa que a IA vai ajudar no dia a dia dela e que não vai substitui-la. Essa é uma grande barreira que a gente tem a vencer”, afirma o diretor.
Qualidade de dados: a base de tudo
O segundo pilar crítico é a análise de retorno sobre o investimento (ROI). Cada projeto de IA deve ser justificado por seu potencial de gerar valor. Outro ponto fundamental é a qualidade dos dados. A máxima “lixo para dentro, lixo para fora” nunca foi tão verdadeira. É preciso um trabalho contínuo de curadoria para garantir que a IA seja treinada com informações corretas e bem estruturadas, evitando as chamadas “alucinações” (respostas incorretas, mas convincentes que os modelos podem gerar).
Evolução democrática e colaborativa
Para fomentar a evolução contínua, a GHIA possui um espaço democrático onde qualquer colaborador pode sugerir novas ideias, que são votadas pela comunidade. Isso garante que a plataforma evolua de acordo com as necessidades reais de quem a utiliza, promovendo engajamento e senso de pertencimento.
Supervisão humana como peça-chave
Por mais avançada que seja a tecnologia, a expertise humana permanece indispensável. Como conclui Alexandre Gonçalves: “Precisamos de pessoas revisando todo o output da plataforma”.
A sinergia entre a inteligência artificial e a capacidade crítica humana é, e continuará sendo, a verdadeira fórmula para o sucesso. A IA automatiza, acelera e padroniza processos, mas a decisão final, a análise contextual e a validação ética devem sempre passar pelo crivo humano.
Esse princípio é especialmente importante em processos sensíveis como recrutamento, onde a tecnologia deve amplificar, e não substituir, o julgamento profissional da equipe de RH.
O Futuro das IAs Corporativas: Segurança, Personalização e Valor
O principal insight da jornada da Infotec Brasil com a GHIA é ver que o verdadeiro poder da IA corporativa reside na capacidade de criar soluções proprietárias, seguras e verticalizadas, que transformam dados brutos em valor tangível para o negócio e seus clientes, sempre com a supervisão humana como peça-chave para garantir acuracidade e ética.
Atualmente, 82,6% das empresas com mais de mil colaboradores já utilizam a tecnologia para triagem de currículos. Ou seja, a diferenciação não está apenas em usar IA, mas sim em como usá-la de forma eficiente.
As plataformas proprietárias oferecem:
- Segurança total dos dados corporativos sem exposição a terceiros
- Personalização profunda de processos específicos de cada área
- Controle de custos através do roteamento inteligente entre modelos
- Governança rigorosa sobre acessos e permissões
- Evolução contínua alinhada às necessidades reais do negócio
Infotec Brasil: Inovação a serviço das pessoas
A Infotec Brasil existe para conectar pessoas, processos e inovação, impulsionando negócios nas áreas de engenharia, manutenção e logística. Somos feitos de gente altamente qualificada que entrega serviços gerenciados unindo segurança, inovação, alianças estratégicas, sustentabilidade, valor humano e integridade.
A GHIA representa essa filosofia na prática sendo uma tecnologia desenvolvida para valorizar e potencializar o capital humano, não para substituí-lo. Ao automatizar processos operacionais, a plataforma libera as equipes para focar no que realmente importa: análise crítica, relacionamento, estratégia e desenvolvimento de talentos.
Tecnologia proprietária como vantagem competitiva
Em tempos de transformação digital acelerada, investir em soluções proprietárias de inteligência artificial é uma necessidade estratégica para empresas que desejam crescer de forma sustentável, segura e alinhada às suas realidades operacionais.
O caso da GHIA demonstra que é possível democratizar o acesso à IA de ponta dentro das organizações, mantendo controle total sobre dados sensíveis e personalizando a experiência para maximizar resultados em cada área de negócio.
Como afirma Alexandre Gonçalves, a IA não trabalha sozinha. Ela precisa de pessoas capacitadas, dados de qualidade e uma estratégia clara de implementação. Quando esses elementos se combinam em uma plataforma proprietária bem estruturada, o resultado é a transformação real da produtividade corporativa.
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