O futuro do banco de dados, segundo Larry Ellison e a Oracle

          San Francisco está tomada pelo Oracle OpenWorld e seus 60 mil participantes. Na abertura, Larry Ellison prometeu velocidade “imoral” do database 12c com a opção in-memory

          O CEO da Oracle, Larry Ellison, desafiou seus concorrentes do mercado de computação in-memory ao falar sobre a nova versão 12c do seu banco de dados durante a abertura do Oracle OpenWorld 2013, em São Francisco. No discurso de abertura, Ellison garantiu para a platéia de 60 mil pessoas que, com a opção de processamento in-memory, o 12c vai oferecer velocidade imbatível e melhoria de performance “imoral”, tanto para os dados transacionais como para Big Data, ou analytics.

          “Um dos motivos para colocar os dados in-memory é fazer com que processem mais rápido”, disse Ellison no domingo. Segundo ele, ao implementar a nova opção de estrutura de dados in-memory no 12c, a empresa conseguiu a meta de executar queries com 100 vezes mais velocidade e dobrar o fluxo de processamento de transações.

          Segundo o fundador da Oracle, a grande mudança foi entender que enquanto dados transacionais rodam melhor em um banco de dados em linhas, os analytics são muito mais rápidos quando o sistema armazena os dados in-memory em colunas. “O Oracle Database 12c usa os dois formatos simultaneamente e ao manter os dados em colunas in-memory mantém a consistência da informação porque ele atualiza os dois formatos simultaneamente”, disse o executivo.

          Ellison foi enfático e detalhista na explicação sobre a tecnologia envolvida na nova opção in-memory do 12c, voltada especificamente para analytics, um movimento necessário e esperado para esse evento, já que é o principal ponto de convergência de clientes, usuários e parceiros da Oracle. E coube ao fundador da empresa ser o “evangelista” da novidade, uma vez que seus concorrentes nesse terreno também têm as opções em linha para o momento.

          “A sobrecarga para manter o armazenamento dos dados in-memory no formato de colunas é muito pequena ao ser adicionada ao armazenamento tradicional da Oracle em linhas”, diz Ellison, estressando o fato de que, segundo a Oracle, será muito fácil para os usuários do banco de dados da Oracle adicionarem a opção in-memory.

          “Você diz quanta memória quer usar no computador, diz quais partições ou tabelas você quer que estejam na memória e joga seus índices de analytics”, simplificou o executivo. “As queries vão rodar 100 vezes mais rápido e os updates de dados serão inseridos com duas a três vezes mais velocidade.”

          Clientes que optarem por manter seu banco de dados Oracle no modelo de processamento transacional e decidirem usar outro tipo de banco de dados especializado em processamento colunar para analytics vão ter de reescrever sua aplicações, ocupar a equipe e “esperar que tudo funcione”, disse Ellison. “A alternativa melhor é nossa opção in-memory. Você vira uma chave e todas as suas aplicações vão rodar muito mais rápido. Toda aplicação escrita dentro da empresa e toda aplicação comprada vão rodar sem precisar de uma única mudança”, garantiu Ellison.

          No terreno da concorrência, o discurso de Ellison, sempre ácido, deixou de lado provocações diretas, particularmente à SAP, que tem intensificado a oferta do seu banco de dados in-memory HANA como uma alternativa para os clientes que usam o banco de dados da Oracle rodando sob instalações SAP. Além da SAP, Ellison também tem Microsoft e IBM movendo-se para tecnologias de banco de dados in-memory.

          Mas o fato de Ellison ter mencionado aos seus clientes que usar outros sistemas colunares seria mais trabalhoso do que adotar a opção in-memory do 12c é um sinal claro de que a empresa vai atuar fortemente no sentido de não perder tais clientes para a concorrência no terreno cada vez mais fértil do analytics e da tecnologia in-memory.

          Computador de US$ 3 milhões

          Ellison também anunciou um novo integrante da família de hardware da companhia, chamado de M6-32 Big Memory Machine. O computador tem 32TB de DRAM, usa os novos chips SPARC M6, que dobram os núcleos da geração de processadores M5 que substituem, e já está disponível para venda, diz Ellison, proclamando que se trata da “mais rápida máquina de banco de dados in-memory do mundo”.

          A Big Memory Machine vai custar 3 milhões de dólares, um valor que, segundo Ellison, “é uma fração” do que os competidores cobram. Obviamente sem o custo do software Oracle, esqueceu de dizer, que se tiver de ser instalado vai fazer o valor total do investimento subir razoavelmente.

          Além do computador de 3 milhões de dólares, Ellison também anunciou um novo produto de hardware chamado Oracle Database Backup, Logging, Recovery que também será oferecido pela empresa como serviço via cloud computing. “Vocês vão me perguntar quem foi o gênio que deu esse nome para o produto”, brincou o executivo, completando com a resposta: “fui eu. É para isso que me pagam um baita salário”.

          Fonte: ComputerWord

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