Cloud: Poucos data centers brasileiros cobram por uso

          Estudo da Frost & Sullivan com 25 prestadores de serviços locais revela que atual modelo de cobrança gera confusão no mercado e impede que cloud decole no País com mais velocidade

          Os prestadores de serviços estão vendendo cloud computing de forma errada no Brasil. A constatação é de um estudo realizado pela Frost & Sullivan, com base em uma pesquisa que envolveu cerca de 25 data centers instalados no País e entrevistas com mais de 120 gestores de TI.

          Embora anunciem ofertas de cloud computing, menos de 25% desses 25 data centers realmente estão vendendo serviços de TI de acordo com a proposta desse novo modelo. O alerta é de Fernando Belfort, líder de tecnologia da Frost & Sullivan para a América Latina, que visitou pessoalmente essas empresas para saber o que elas estão entregando de fato na nuvem e como estão cobrando os serviços.

          “Menos de 85% não estão vendendo cloud com a cobrança por uso. Eles estão vendendo ofertas de nuvem de forma errada”, informa Belfort, lembrando a definição desse modelo. “Nuvem é um ambiente compartilhado flexível e escalável em que os terceiros fornecem a distribuição de recursos computacionais para clientes de acordo com a demanda. A cobrança é realizada com base na utilização”, ressalta o analista da Frost & Sullivan.

          Belfort afirma que a forma de cobranças de nuvem praticada pela maioria dos data centers, que estão no Brasil, ainda não segue esse modelo, o que gera confusão no mercado e impede que cloud decole no País com mais velocidade.

          Em entrevistas com CIOs brasileiros, a consultoria constatou que os executivos já têm um maior entendimento sobre cloud computing e perceberam que a contratação de TI pelo modelo de serviço é estratégica. Esse tema está na agenda de inovação deles, que sabem que a nuvem impacta pessoas, traz valor para os negócios e vantagens competitivas, assim como riscos.

          Belfort observa que o conceito de nuvem está mais maduro no Brasil e já passou da fase de entendimento, mas a sua taxa de adoção ainda é baixa por causa de desafios enfrentados por esse modelo.

          De acordo com estudo da Frost & Sullivan, 75% dos CIOs entrevistados mencionaram que a alta disponibilidade é o maior impulsionador para contratação de cloud. O segundo fator é escalabilidade na opinião de 72% e 42% citaram redução de custos.

          Apesar de entenderem que cloud traz benefícios para os negócios, os gestores de TI apontam barreiras para a adoção. De acordo com o estudo da consultoria, os aspetos de seguranças ainda são o principal inibidor na avaliação de 69% dos entrevistados. Os problemas com infraestrutura de telecomunicações foram apontados por 54% dos executivos e 44% destacaram a dificuldade de integração com o legado.

          Envolvimento do alto escalão
          O estudo da Frost & Sullivan constatou também que a contratação de nuvem está envolvendo o alto escalão das empresas. De acordo com a pesquisa, somente 34% dos CIOs decidem sozinhos e 40% juntos com o CFO.

          Em 22% dos casos, o processo é feito junto com o CEO, CIO e CFO. Isso significa que os CEOs estão participando da escolha dos prestadores de serviços devido à importância que esse tema está ganhando dentro das organizações.

          Veja a seguir quais são os fatores levados em consideração por empresas brasileiras na hora da escolha de um provedor de nuvem, segundo o estudo da Frost & Sullivan:

          78% – Segurança

          46% – Preço

          42% – Referência do prestador de serviço no mercado

          36% – Infraestrutura tecnológica

          26% – Parceiros tecnológicos

          18% – Portfólio de serviços

          18% – Marca

          14% – Presença local

          14% – Experiência

          6% – Outros

          Fonte: Cio

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