Cinco considerações sobre o futuro dos data centers

          Indústria de TI passará por um período de transição sem precedentes e a velocidade desta mudança aumentará bastante durante o próximo ano

          A adoção de ferramentas focadas em big data e análise transforma processos, rotinas de trabalho, estratégias e modelos de negócios das empresas. Na visão da Dimension Data, esse é uma das cinco principais tendências que deve influenciar o cenário de tecnologia em 2015. A integradora de TI delineou cenários que impactarão os centros de processamento de dados ao longo do próximo ano. Veja a lista:

          1. Grandes data centers ficam maiores enquanto os pequenos “encolhem” ainda mais

          As vantagens trazidas por cloud e análise de grandes volumes de dados potencializarão o crescimento do mercado de data centers. A tendência, indica a provedora, aponta para uma diminuição dos centros de dados proprietários e para um consequente aumento (significativo) das grandes infraestruturas de espaço compartilhado que servem milhares de clientes e obtém ganhos de escala consideráveis.

          “Há cerca de um ou dois anos, o mercado discutia a viabilidade de união entre estes dois mundos: o dos data centers proprietários e o da cloud. Os clientes questionavam se a nuvem teria capacidade para suportar volumes de trabalho intensos e críticos, ou mesmo todos os requisitos de conformidade existentes. No entanto tudo isto mudou e hoje os CIOs perguntam-se sobre que áreas do seu negócio podem ser migradas para a nuvem e com que rapidez esta transição pode ser feita”, considera Kevin Leahy, diretor-geral da Dimension Data para o negócio de centros de dados.

          Por uma questão de custos e de otimização do negócio, as empresas começam a reavaliar o espaço que realmente necessitam dentro dos centros de dados. Na maior parte dos casos, as empresas concluem que sobreavaliaram suas reais necessidades e que, se aproveitarem as vantagens oferecidas pela cloud, conseguem reduzir em até 50% a dimensão do seu espaço dentro do centro de dados, diz o executivo da integradora.

          A tendência, na perspectiva da Dimension Data, aponta para a escolha de modelos de compartilhamento de ambientes de alojamento. Na outra ponta dessa linha surgem os grandes provedores de serviços de data center e de cloud, cujo modelo de negócios prima pela eficiência e escala, o que otimiza investimentos em questões críticas dessas infraestruturas como soluções energéticas e de refrigeração.

          2. Potencialização do valor da automatização

          “Os CIOs já não querem a nossa ajuda apenas para questões de teor tecnológico, pedem-nos cada vez mais apoio na otimização de  processos operacionais para que se extraia o máximo valor possível dos investimentos feitos em tecnologia”, afirma Leahy.

          As empresas pretendem fazer crescer o negócio de uma forma estruturada, com base num modelo operacional moderno, maduro e que consiga impulsionar a oferta de serviços consistentes suportados por procedimentos operacionais baseados em políticas e governança.

          A Dimension Data acredita que a automatização é um elemento chave para extrair o máximo valor da tecnologia. O problema é que essa questão é quase sempre tratada com certa negligência.

          “A maior parte das equipes de TI mantém-se focada em garantir que a sua infraestrutura funciona corretamente. Não pensam nos maiores e melhores níveis de automatização que podem conseguir”, sublinhou o executivo. A lacuna que muitas vezes existe entre os líderes das empresas e a equipe responsável pela TI constitui outra das barreiras mais frequentes.

          A tendência vista pela integradora versa sobre a procura por diferentes tipos de competências em TI. Já não existe a necessidade de especialistas numa área específica, mas sim de pessoas que se concentrem em soluções de automatização e na integração das diferentes interfaces de programação de aplicações com as tecnologias existentes.

          3. TI mais ágil

          A maior parte das organizações de TI ainda administra os seus centros de dados num modelo de gestão antigo, utilizando processos em cascata e sistemas “idle-driven”. Com isto, muitas vezes, perdem a oportunidade de aproveitar vantagens oferecidas pelas novas arquiteturas e sistemas que lhes permitem otimizar o negócio em termos de tempos de resposta e de custo/benefício.

          Treb Ryan, Chief Strategy Officer da Dimension Data para a área de ITaaS (IT as a Service) acredita que as organizações de TI necessitam de aproveitar todos os avanços tecnológicos, como a cloud e as novas metodologias de desenvolvimento, para explorarem todas as possibilidades através da criação de ideias inovadoras e de novas abordagens ao mercado.

          O investimento em tecnologia de desenvolvimento de software ágil (Agile) é o primeiro passo para capitalizar todas essas oportunidades, crê o executivo.

          4. O valor do software para o negócio

          O grande desafio para muitas empresas, em 2015, passa por garantir que os seus esforços na implementação de metodologias de desenvolvimento de aplicações resultem em valor tangível ao negócio. Esta é uma abordagem crítica porque o processo envolve um vasto conjunto de variáveis e interações, defende a Dimension Data.

          As tecnologias open source, como o OpenStack e o OpenDaylight, podem também oferecer um valor significativo. A integradora afirma que tem apostado ainda mais nestas tecnologias para promover e otimizar todo o processo de desenvolvimento de sistemas, revela o executivo.

          5. Extrair valor da informação

          As empresas ainda procuram entender a melhor forma de obter mais valor a partir dos dados que recebem e de que forma toda esta informação pode se traduzir em vantagem competitiva. Segundo a Dimension Data, muitas organizações já apostam e exploram benefícios da nuvem, mas poucas aceitaram o desafio do tratamento e da análise dos dados, principalmente porque isso requer um compromisso com as unidades de negócio.

          Na visão da integradora, as equipes de TI e dos comitês executivos não estão habituados a trabalhar juntas e a Dimension Data acredita que o futuro passa por um trabalho mais direto e próximo entre as duas partes. As equipes de TI devem considerar entregar algumas tarefas básicas de gestão de redes e de proteção de dados a um fornecedor de serviços que garanta a constante disponibilidade dos dados.

          Fonte: ComputerWorld

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