Bancos começam a usar APIs abertas para revolucionar serviços

          Iniciativas pioneiras comprovam que temas como Inovação Aberta, Crowdsource e User Experience são aplicáveis ao mercado bancário hoje com o uso de Open APIs

          Imagine o futuro das transações e serviços bancários. Temas como Inovação Aberta, Crowdsource e User Experience seriam aplicáveis ao mercado bancário hoje? Com o uso de Open APIs, talvez sim. O conceito de App Stores (primeiro Apple, depois Google) foi fundamental para o salto quântico em termos de funcionalidades disponíveis e experiência do usuário, democratizando e estimulando o desenvolvimento de apps por desenvolvedores independentes.

          Estão começando a surgir algumas histórias realmente inspiradoras. Aqui vai uma delas. Atento a novas possibilidades de negócio, o banco francês Credit Agricole lançou um conjunto de APIs abertas que permite a desenvolvedores independentes criarem aplicações mobile e web que interajam com dados da conta corrente e ofereçam esses Apps diretamente para os clientes do banco.

          Adicionalmente, o Credit Agricole promoveu “workshops de co-criação” para a captura de ideias inovadoras para novos produtos, serviços e interfaces alternativas de visualização das informações. Esses workshops resultaram em mais de 80 ideias vindas de clientes e de desenvolvedores independentes – será que essas ideias se aplicam ao seu banco? Esse projeto culminou com o lançamento, há alguns dias atrás, de um marketplace de Apps e Ideias chamado CAStore.

          Segundo o diretor responsável por esse programa, Bernard Larriviere, o tempo para o banco criar uma nova aplicação gira em torno de dois anos devido a burocracia e complexidade interna da instituição. Segundo ele, esse timing não é compatível com a velocidade da economia atual. No mundo mobile atual, as pessoas têm uma mentalidade de “ah, existe uma app para isso” e, quando não existe, o cliente pode até trocar o provedor de serviço.

          A API aberta pelo Credit Agricole é, por enquanto, apenas de leitura. Os principais recursos são:
          ● Listagem de contas bancárias, cartões de crédito, produtos de investimento e empréstimos
          ● Saldo e extrato das transações dos últimos 45 dias
          ● Localização de agências e ATMs além dos dados de contato

          Como usuário de serviços bancários, imagino como o meu dia-a-dia poderia ser melhorado se já houvessem aplicativos para o meu iPhone que me ajudassem no planejamento financeiro, no alerta – através de push notifications – para determinadas situações, cópia de extratos para minha conta no Dropbox, além de funções muito mais prosaicas e divertidas que poderiam surgir através da combinação com redes sociais, geolocalização e outros serviços de internet.

          Instantaneamente, imagino alguns recursos que não tenho (ainda) nos bancos com os quais trabalho e que seriam muito úteis:
          ● Overview financeiro com visualizações mais modernas e intuitivas através da categorização das despesas;
          ● Timeline com histórico e comparativos com anos anteriores ou objetivos futuros
          ● Integração com redes sociais para você saber quem você mais paga e quem mais paga para você.
          ● Integração com o Google Maps para saber onde você mais gasta o seu dinheiro, visualmente!
          ● Programas de fidelização com cupons e parceiros mais facilmente integrados
          ● Entre muitos outros!

          Para os Apps serem aprovados, o banco percorre um rigoroso processo de aprovação. Atualmente são 26 aplicações disponíveis para download 124 idéias já catalogadas. Uma que me chamou atenção chama-se My Piggy Bank. Nela você traça metas de economia e ela usa o conceito de “gamification” para estimulá-lo a perseguir sua meta. Não é genial?

          Como especialista em tecnologia e não no segmento bancário, acredito que haja diversas implicações em segurança e compliance, mas, particulamente, acredito que essa abordagem poderia criar uma “super user experience”, muito superior a que temos hoje com a maioria dos nossos bancos.

          Fonte: ComputerWorld

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