O fator humano na gestão de segurança

Ao gerir os processos de uma empresa, o natural é buscar sempre a excelência operacional, ou seja, o máximo de eficiência possível nas operações. Mas qual é esse máximo? Apesar de novas tecnologias e regulamentos restritos, acidentes de trabalho continuam acontecendo. Para compreender isso, é essencial entender o fator humano na gestão de segurança.

O fator humano na gestão de segurança

Fonte: Freepik

O que é o fator humano

Quando fala-se de fator humano na gestão de segurança, o fenômeno abordado é a capacidade de falha inerente na humanidade. Como seres humanos, todos estamos sujeitos a erros. No entanto, no contexto de um ambiente de trabalho, um erro pode causar um acidente altamente prejudicial e perigoso.

Mas um erro proveniente do fator humano não é necessariamente um erro que vem de um único indivíduo. Afinal, todos os processos da gestão de segurança são administrados por humanos. Por isso, ao analisar o fator humano de um processo, é preciso entender o contexto social e cultural no qual ele se insere. É necessário ir além do comportamento de um indivíduo e analisar a cultura de trabalho do local.

Somente assim é possível compreender os elementos que influenciam esses fatores e que podem causar graves acidentes. Trata-se, então, da necessidade de uma visão completa para cuidar das causas de um problema e prevenir problemas futuros.

As particularidades do fator humano na gestão de segurança

O comportamento humano nem sempre é inteiramente racional. Em seu livro “Comportamento Seguro: A Psicologia da Segurança do Trabalho e a educação para prevenção de doenças e acidentes”, a autora Juliana Bley afirma que o comportamento humano pode ser definido como uma relação dinâmica. Essa relação é composta por três perspectivas: primeiro, o que acontece antes da ação desse organismo (ou junto com ela); a ação em si e o fazer; e, por fim, o que acontece depois, como resultado da ação. Ou seja, o comportamento existe a partir de relações que se estabelecem entre o organismo em questão e o seu meio (no caso, o indivíduo e o ambiente e a cultura de trabalho).

Por conta disso, a segurança não pode buscar uma aplicação de práticas inteiramente baseadas na lógica. Apenas isso não basta para influenciar o comportamento humano. É necessário, então, buscar práticas de segurança que possam lidar com as emoções e os instintos do indivíduo, para assim minimizar riscos de acidentes.

Essas práticas fazem parte da psicologia da segurança do trabalho, definida por J. L. Meliá em 1999. Esse campo busca compreender as bases intuitivas do fator humano para poder geri-lo em busca da segurança.

Formas de modificar um comportamento de risco

Os estudiosos T. Dell e J. Berkhout conduziram um estudo que demonstra que a probabilidade de lesões e acidentes é 88% maior em atividades e trabalhos percebidos como “seguros” do que funções reconhecidas como perigosas. Isso sugere que o reconhecimento dos riscos é uma forma de controlar um excesso de confiança que pode ser perigoso para o trabalhador.

Além disso, podemos também citar a importância de atividades de simulação. Como o comportamento humano é muitas vezes intuitivo, firmar as práticas seguras através da repetição é uma forma de garantir atitudes adequadas em situações potencialmente perigosas. O hábito é um guia poderoso do comportamento instintivo.

Diante de tudo isso, é possível compreender a importância de levar em conta o fator humano na gestão de segurança. E, para isso, a melhor opção é uma empresa que tenha experiência no mercado, como a Infotec Brasil. Com mais de cinco filiais em todo o país e contando com 2000 colaboradores, a empresa atua em projetos de grande porte sempre buscando a segurança e a excelência operacional. Para saber mais, veja o nosso site.


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